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sábado, 30 de setembro de 2017


Nuno Mindelis - Festival BB Seguros

Nascido em 7 de agosto de 1957 em Cabinda, Angola, Nuno Mindelis se apaixonou pela guitarra já aos cinco anos de idade. Aos nove, já estava tocando instrumentos construídos por ele próprio.

Nessa época, já ouvia Otis Redding e sua grande banda, Booker T & the MG’s, composta por Steve Cropper, Donald "Duck" Dunn e Al Jackson. Nuno admira estes músicos até hoje, e reconhece-os como uma influência importante em seu estilo.


1975, Já no Canadá, Nuno juntou-se a um primo mais velho para formar uma banda de blues, tocando em bares locais. Um ano depois, decidiu reunir-se novamente com sua família que havia escolhido um novo país para morar: o Brasil.


1990, Ocorre o primeiro evento importante em sua carreira, quando lança seu primeiro disco solo, "Blues & Derivados", que passa a ser tocado em rádios de São Paulo, além de receber amplos elogios da crítica.


1991, Gravou seu segundo disco, "Long Distance Blues", pela gravadora Movieplay. Contou com a participação especial de Larry Mc Cray, ex-guitarrista da banda de Gary Moore, e J.J. Milteau, o gaitista mais importante da França e um dos mais importantes da Europa. Este trabalho chamou a atenção da mídia nacional, colocando Nuno como um músico de porte que passou a integrar festivais de blues ao lado de nomes como Robert Cray, Otis Clay, Ronnie Earl, Lonnie Brooks e Bo Didley.


1994, Veio o reconhecimento internacional pela revista "Guitar Player" americana, destacando Nuno numa reportagem sobre o disco "Long Distance Blues. Nela, o então editor Jas Obrecht, uma das maiores autoridades de blues do mundo, compara Nuno a Jimmy Page. Outro destaque ocorre em maio de 1998, quando Mindelis é eleito o "Melhor Guitarrista de Blues" segundo o concurso mundial de aniversário de 30 anos da mesma revista.


1995, Nuno apresentou-se em Austin, Texas, na comemoração do Vigésimo Aniversário da lendária gravadora Antone’s, abrindo para nomes como Junior Wells e Guy Forsite. No mesmo evento, tocaram ainda Clarence Gatemouth Brown e Storyville, entre outros. As manchetes de jornais como "Austin Blues", alertavam: "A Fera (beast) da América do Sul está chegando!"


Ao final de 1995, Nuno gravou "Texas Bound" (gravadora Eldorado), tendo a seu lado seus novos amigos, Chris Layton e Tommy Shannon, integrantes da Double Trouble, banda de Stevie Ray Vaughan. Com esse disco, Nuno ganha platéias do mundo todo: do Brasil, dos EUA, e da Europa, onde realizou uma série de turnês bem sucedidas, sendo seu disco licenciado no velho continente pela especializada Taxim Records / Alemanha. O disco chegou a ser o décimo segundo em vendas na Bélgica, Holanda e Luxemburgo, dividindo espaço nas prateleiras do gênero com os maiores nomes do planeta nessa área, BB King, Robert Cray, Buddy Guy e outros.


1999 / 2000 / 2003, Nuno lança "Blues On The Outside", (Trama Music) de novo com a Double Trouble, e sai em turnê de lançamento com a dupla. Mais uma vez, amplamente elogiado pela mídia nacional e internacional. A primeira faixa do disco, The grass is greener, foi a mais tocada em todas as rádios de blues e blues -rock da Internet em 2003, numa auditoria (escuta 24 horas) da "Live 365." A organização do Festival de Montreal ouviu este disco e em 2001 Nuno foi convidado a participar da edição do 25 aniversário do importantíssimo Montreal International Jazz Festival, bem como em Quebec, Ottawa e outras cidades. O convite repetiu-se em 2004, com extensão para o Montremblant Blues Festival (e novas apresentações em Quebec , Ottawa) após o lançamento do seu disco Twelve Hours, (beastmusic/Universal 2003) onde retomou o estilo agressivo, visceral e "ardido" de Texas Bound, deixado temporariamente de lado em Blues on the Outside.


As críticas positivas a Twelve Hours foram tantas que é preferível mencionar apenas uma frase, que encerrava um artigo de uma revista canadense: "Será que o novo rei do Blues é domiciliado no Brasil?" (Andy Grieg, editor Realblues Magazine).


2005/2010, Nuno gravou um projeto inteiramente dedicado ao Brasil, e que é uma guinada em sua carreira, o álbum "Outros Nunos"(beastmusic/Eldorado). Nele, Nuno registrou oficialmente pela primeira vez o seu lado poético e literário, dando mais enfoque à composição e à poesia do que à guitarra, e fez parcerias com Zélia Duncan e Rappin’ Hood, acrescentando elementos novos ao seu blues orgânico. Psicodelia, Hip Hop, Eletrônica e até Samba entraram no caldo. O disco recebeu elogios como "Um presente à canção brasileira" (Revista Cult), "Uma surpresa em larga escala",(Carta Capital) ,"Um dos discos mais saborosos do ano " (Estado de São Paulo) e entrou na lista de melhores do ano do crítico Pedro Alexandre Sanches.


Em 2010 grava Free Blues, uma tentativa de oxigenar o gênero aparentemente estagnado pelas mesmas fórmulas levadas à exaustão, na sua opinião. Nele flerta com elementos eletrônicos e gêneros contemporâneos se fundem com os clássicos do blues. O disco recebe críticas bastante positivas,Carol Borrington, da Blues Matters Magazine/Inglaterra escreve: "Neste disco você vai ouvir umas das melhores guitarras da atualidade"


2013, Grava novo disco com produção e participação de Duke Robillard e sua banda, e passa a ser contratado da própria gravadora de Duke Robillard, Duchess Blue-Shinning Stone Group, cujo sócio-proprietário é o blues expert e fundador da Radio Blues International, que transmite e tem ouvintes cadastrados em mais de 120 países.


Nuno é considerado pela crítica e fãs como o principal guitarrista de blues do país. Seus discos são tocados em rádios, bem como na televisão. Os fãs de Eric Clapton o descrevem de acordo com um muro pichado que dizia "Clapton is God". No Brasil, o muro diz: "Mindelis – Brazil’s Guitar God!"


Em 2017 se apresentou no 3º Festival BB Seguridade de Blues e Jazz que ocorreu no Parque Farroupilha - Redenção, Porto Alegre, em 30/09/2017.


Fonte: http://nunomindelis.com.br

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